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Suporte Técnico

Novidades no Archicad: o que é preciso entender sobre a Tabela de Canetas

Tempo de leitura: 4 min.

Este artigo destina-se a todos os utilizadores do Archicad que estão a iniciar o seu percurso neste programa BIM, e em especial, aos que trazem experiência de trabalho com programas CAD, com metodologias de trabalho já definidas, e tentam migrar essas metodologias para o Archicad. Este artigo servirá para ter em consideração os aspetos a ter em conta para não perder tempo nem esforço em vão. Concretamente, explicaremos a filosofia por trás dos Conjuntos de Canetas que vêm com o template por defeito no Archicad.

 

O que é a Tabela de Canetas?

A Tabela de Canetas no Archicad é um sistema que permite dispor de vários Conjuntos de Canetas para definir como serão apresentados os elementos construtivos do modelo em diferentes vistas, consoante:

  • A escala de impressão e/ou publicação
  • O tipo de plano (ex., urbanísticos, arquitetónicos, construtivos, instalações, etc.)
  • O uso de cor (por exemplo, para plantas concetuais)
  • A necessidade de distinguir visualmente elementos

 

Como funciona a Tabela de Canetas?

No Archicad, os índices das canetas (de 1 a 255) são fixos, mas a sua aparência (cor e espessura) e a sua descrição (ver imagem) podem variar por Caneta e entre os Conjuntos de Canetas. Isto permite que o mesmo elemento do modelo possa ser representado de formas distintas consoante o Conjunto de Canetas aplicado à vista gerada do modelo.

 

 

Esta abordagem permite uma grande flexibilidade: pode manter a estrutura do modelo intacta enquanto adapta a sua representação gráfica consoante o propósito da Vista.

 

Como se organizam as Canetas num Conjunto de Canetas?

Vamos tomar como exemplo o conjunto “03 Arquitetura 100”, do qual podemos deduzir que foi configurado para as vistas geradas para as plantas arquitetónicas que serão publicadas à escala 1:100. E se o observarmos, podemos deduzir:

  • Que é visualizado sobre fundo claro
  • Que se identifica facilmente qual a ferramenta usada para modelar cada elemento (ver exemplo simplificado na imagem).
  • Que se mantém uma organização lógica e coerente

 

E o sistema aplicado às canetas é o seguinte:

  • Por zonas:
    • 1-120: ferramentas principais de modelação do Archicad (ferramenta Parede, Pilar, Malha, etc.)
    • 121-140: cores de fundo
    • 141-255: definições gráficas dos Materiais de Construção (Perfis Complexos)

 

  • Por linhas:
    • 01-20: canetas gerais (objetos de bibliotecas)
    • 21-40: elementos estruturais (linhas de corte)
    • 41-60: elementos não estruturais (linhas de corte)
    • 61-80: símbolos gráficos e linhas separadoras de elementos do modelo
    • 81-100: contornos e tramas
    • 101-120: tramas de corte
    • 121-140: fundos
    • 141-160: linhas de corte
    • 161-180: tramas e linhas separadoras e contornos

 

  • Por colunas (simplificado):
    • 01 Geral: Elementos que não podem ser categorizados por função ou a determinar
    • 02 Elementos 2D: Linhas, polilinhas, etc.
    • 03 Aberturas: Portas, janelas, etc.
    • 04 Objetos: Da ferramenta de Objetos do Archicad
    • 05 Notas: Linhas de cota, rótulos, títulos, molduras, selos de zona e marcadores
    • 06 Texto de Notas: Para os textos associados a 05 Notas
    • 07 Paredes
    • 08 Pilares
    • 09 Lajes
    • 10 Vigas
    • 11 Escadas/Guardas
    • 12 Coberturas
    • 13 Malhas e Formas
    • 14 Zonas: Zonas
    • 15 Mecânica
    • 16 Estrutura
    • 17 Eletricidade
    • 18 Tramas: Tramas ou padrões que não podem ser categorizados por tipo de elemento
    • 19 Fundos: Fundos de preenchimentos ou padrões que não podem ser categorizados
    • 20 Símbolos Geral

Esta organização permite que o utilizador possa atribuir a Caneta correta consoante as necessidades da modelação, utilizando o mesmo Conjunto de Canetas. E ao mudar de Conjunto de Canetas, os elementos adaptam-se automaticamente à representação pretendida sem necessidade de modificar o modelo, ou os elementos de documentação, ou o Vegetal.

 

Vantagens desta abordagem

  • Clareza e controlo na representação gráfica
  • Menor dependência de vegetais para diferenciar elementos
  • Uniformidade visual entre plantas
  • Maior eficiência na produção de documentação

 

Conclusão

Migrar de CAD para Archicad não é apenas mudar de software, é mudar de mentalidade. O Archicad convida-o a pensar em termos de construção real, não apenas de desenho. E compreender o alcance da Tabela de Canetas sobre o modelo BIM e as suas Vistas geradas dar-lhe-á mais controlo sobre o projeto, para ter mais tempo para o que realmente é importante: Desenhar.

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